Terça-feira, 8 de Abril de 2008

História de alguem que conheço muito bem...


                                                      
           


Continuação...



No dia 7 em Outubro de 1967, entrei na escola primária. Solícito, preocupado, com medo do desconhecido, tinha terminado o tempo despreocupado sob a protecção da mãe. Entrei no novo mundo das responsabilidades académicas, sociabilizando com os colegas, com comportamentos intermitentes entre o muito bom, o bom, e o “assim- assim”. Fui algumas vezes “apelidado” do “sabão rino”, sabão muito popular na época; pois normalmente era dos primeiros da turma, enfim, era um excelente aluno ( permitam-me a vaidade retrospectiva).


Depois do exame do ensino obrigatório, a antiga quarta classe, passei sem sobressaltos o ciclo preparatório. Foi nesse período, com cerca de 12 anos que, pela primeira vez, tive contacto com o mundo do trabalho. Nos  intervalos das aulas ia ter com o meu pai à oficina dos mármores, onde ele era encarregado. Fiz o primeiro mealheiro em mármore, aprendi a desenhar as primeiras letras que eram depois gravadas com um badâme, ponta de diamante, manusendo naturalmente a macêta de escultor.


Nos primeiros doze anos da minha vida, aprendi gradualmente o quanto é importante ser responsável, humilde e atento, bom ouvinte, usando sempre a curiosidade, e assim, usando a ambição positivamente, chegar mais longe.


Adolescência, tempo de mudanças, alterações no corpo e na alma; hormonas doidas em convulsão; que fazer com tudo isto?           - adolescente sofre -.


No sétimo ano de escolaridade senti as primeiras dificuldades na escola, com a “célebre” matemática, mas não desisti e saí vencedor nesse ano. A descoberta do amor, nasce, onde antes existia algum “desprezo” pelo belo sexo; ainda me lembro das expressões: - epá as raparigas são tão parvas- . Mas esse tempo tinha passado , agora, os olhares eram outros, romanticamente atentos ao passar das meninas perfumadas.


Encostados na esquina do prédio ou sentado debaixo da amoreira de sombra fresca, escrevia as primeiras cartas ao primeiro amor da minha vida. Permitam que lembre um poema de Júlio Dinis:


“ Além naquela avenida

De plátanos e salgueiros,

Foi que em teus beijos primeiros

Bebi a primeira vida.”


Lembram-se daquela menina, na sala ao lado do quarto onde nasci?  - ah, pois é -


Alguém me informou que ela, estava a residir em Lisboa e eu no coração do Alentejo... até que....

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publicado por Pjsoueu às 15:37
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4 comentários:
De Luz a 9 de Abril de 2008 às 10:28
Até que eu continuo a dizer o mesmo...


De Pjsoueu a 9 de Abril de 2008 às 10:37
Contínua a dizer o mesmo?
Hum... mas pode estar "redondamente" enganadinha" lol....~~~aiii se pode lol


De Luz a 9 de Abril de 2008 às 16:57
pois posso!!!

E tu? Podes para de me tratar por você??? lolol


De Pjsoueu a 9 de Abril de 2008 às 17:51
prontos, agora já te vou tratar" por TU....
Tu és Luz que ilumina o sol envergonhado pelo esplendor do sorriso..que nasce em ti , ao encontro dos teus amigos...


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