Quinta-feira, 27 de Março de 2008

acordo ortográfico



                                                                                  






Compreendo o ponto de vista de quem, através do acordo ortográfico, pensou em uniformizar a língua portuguesa.
O Acordo Ortográfico pretende defender a unidade da língua portuguesa e o aumento do seu prestígio internacional unificando as duas normas ortográficas divergentes e ambas oficiais: uma no Brasil e outra nos restantes países de língua portuguesa.

É verdade que o português é a única língua do mundo ocidental falada por mais de cinquenta milhões de pessoas com mais de uma ortografia oficial.

NO ENTANTO NÃO VEJO NECESSIDADE DESTA UNIFORMIZAÇÃO. O Castelhano apresenta dezenas de variações de pronúncia na Espanha e América hispânica, mas apenas uma ortografia.

A língua inglesa apresenta variações ortográficas nacionais significativas (comparáveis em escala àquelas observadas nas variedades nacionais da língua portuguesa, mas não conta com uma regulamentação oficial.
Se o Inglês ( a língua mais falada no mundo) não precisa de regulamentação, bebendo nas diversas variações, a riqueza de cada cultura, porque vamos nós alterar o que afinal é tão nosso?

publicado por Pjsoueu às 16:00
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5 comentários:
De Luz a 28 de Março de 2008 às 10:07
Deixo mais uma pergunta:

Porque temos de ser nós a mudar e não eles ???

Mudamos nós para correção, otimo... em vez de eles mudarem para correcção, óptimo...

Porquê?

É como te disse, eu não acordei nada com ninguém. Não irei alterar a minha forma de escrever.

Fica bem


De Pjsoueu a 1 de Abril de 2008 às 09:01
Claro que até vai ficar "Chique", nós, os defensores do "Não acordo" , a escrever como antigamente...já to a sorrir... rsss ... porque assim vai ser bem melhor na diferença de quem não se dobra" á vontade de quem quer traçar caminhos sem ter em conta que há quem não queria ir por aí!


De Chumbo a 8 de Abril de 2008 às 11:39
Que uniformização?
O suposto acordo ortográfico constitui a sua própria negação, dado que consegue apenas uma convergência muito parcial.
E depois, quem conhece bem as diferenças entre a língua portuguesa e a língua brasileira sabe muito bem que as diferenças ortográficas são apenas a ponta do icebergue.
Eles adoptaram e continuam a adoptar construções gramaticais diferentes das nossas, termos estrangeiros sem qualquer respeito pelas regras do Português e até inventam palavras desnecessariamente (por exemplo, precisaram de inventar o verbo "gerenciar", esquecendo-se que o Português já lhes facultava o verbo "gerir" - há centenas de exemplos).
Além disso, esta tentativa de uniformização revela um total desconhecimento do que é a evolução das línguas. Porque é que hoje se falam línguas diferentes em Portugal, Espanha, França, Itália, Roménia, etc.? Porque o Latim que lhes deu origem evoluiu de formas diferentes nas várias regiões devido a contextos culturais, geográficos e climatéricos diferentes, bem como devido a influências externas diferentes. Ora, alguém acredita que vai ser possível amarrar artificialmente as várias versões do Português indefinidamente? É claro que não.
Tenho a certeza que daqui a dois ou três séculos as diferenças entre a língua falada em Portugal e a língua falada no Brasil serão equivalentes às diferenças entre as várias línguas de raiz latina, pelo que continuar a chamar Português a todas seria o mesmo que dizer que ainda se fala Latim nos países latinos.

Pedro Andrade


De Pjsoueu a 8 de Abril de 2008 às 23:26
Pedro Andrade:
Concordo plenamente consigo, ainda que compreendo o "peso" da economia brasileira no mundo, com um desenvolvimento avassalador, comparativamente à economia portuguesa.
No entanto não consigo aceitar que sejamos "obrigados" a alterar a nossa Ortografia, quando a língua portuguesa nasceu e se desenvolveu aqui em Portugal.


De Chumbo a 9 de Abril de 2008 às 01:32
Peço desculpa se não me expliquei bem, mas o que tentei demonstrar foi a completa inutilidade de tal acordo.
Eu também sou totalmente contra a adopção das barbaridades brasileiras. Para além de não fazer qualquer sentido alterarmos a nossa ortografia só porque do outro lado do atlântico resolverem cortar vogais mudas sem respeito pelas raízes das palavras, tudo não passa de uma inutilidade em termos de futuro. Não é este acordo que vai impedir o aparecimento de muitas outras diferenças no futuro e qualquer entendido tem obrigação de saber que é IMPOSSÍVEL unificar as línguas, ja para não dizer que é empobrecedor para ambos os povos porque lhes retira características próprias.
Pedro Andrade


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